30 de setembro de 2008

O ÚLTIMO POEMA


Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manoel Bandeira (Brasil)

2 comentários:

Educadora em Direitos Humanos disse...

salve, salve o poeta Manuel Bandeira que nos deixou de presente, a poesia - estrela da vida inteira. Paz e bem, Graça Graúna

DINAH RAPHAELLUS disse...

Sem intencao nenhuma de denegrir o poeta Manuel Bandeira, fico no entanto impossibilitada de calar e aceitar tamanha barbaridade dito pelo mesmo.
Os suicidas tem sempre uma forte razao para acabar com suas vidas!!!
Pena a sensibilidade do poeta ser parca o sufiente para a deixar passar entre os dedos!!!

Bjos amor.