20 de setembro de 2008

HAIKAIS

Espantalho, de Portinari


1.
Braços para o infinito
o espantalho subverte
a ferocidade do mundo

2.
Entre o sono e a vigília
o canto da cigarra
inunda o sertão

3.
Noctívaga dor-em-dor
pouso na árvore do mundo
clandestina

4.
Porque és pedra
o que dirá a poesia
sem a tua presença?

5.
Dias de sol
distendo as velhas asas
num hai kai latino


Graça Graúna. Hai kais. In: Canto Mestizo, 1ª parte. Maricá/RJ: Blocos, 1999, p. 17-21.

2 comentários:

Educadora em Direitos Humanos disse...

Meu querido poeta Namibiano: primeiramente quero registrar meu eterno agradecimento por divulgar meu fazer poético. É uma honra fazer parte da sua companhia. Saiba que tens no meu coração um lugar para sempre. Paz e bem, Graça Graúna - tua irmã das letras neste Brasil.

Educadora em Direitos Humanos disse...

Petamigo: hoje estarei apresentando meus hai kais e outros poemas no recital Café com Poesia, no SESC - em Garanhuns, agreste de Pernambuco/Brasil. Veja mais informações no meu blog. Em tempo, parabens para o seu blog que está cada dia mais lindo. Bjos de luz, Graça Graúna