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11 de fevereiro de 2010

POEMA DE MOACY CIRNE


Não conheço Luanda
mas conheço a fibra
daqueles que a amam.

Não conheço Luanda
mas conheço a bravura
daqueles que a vivem.

Não conheço Luanda
mas conheço a lida
daqueles que a sonham.

Não conheço Luanda
mas conheço a garra
daqueles que a revivem.

Não conheço Luanda.
Mas conheço Luanda.

(Moacy Cirne, 2010) - Brasil

10 de novembro de 2009

POEMA

Moacy Cirne, autor de vários livros sobre histórias-em-quadrinhos (o primeiro deles em 1970) e um dos fundadores do poema/processo (em 1967), nasceu em São José do Seridó/Jardim do Seridó, RN, em 1943.
Uma pequena homenagem a quem divulga, no seu blogue, http://balaiovermelho.blogspot.com/ a poesia africana de língua oficial portuguesa, nomeadamente a angolana. Visitem o Balaio Porreta 1986, um bom lugar para se estar, ler e voltar.






o cheiro suculento da pinha
infância que se memória
abre-se para o canto das pedras
sob as chuvas de fevereiro e caicó.
fruticorpo orgasmo,
a pinha
se oferece à boca lenta e atenta
com seu aroma raro
seu aroma claro
e um branco de auroras arrependidas,
assim: a pinha.


[ in Balaio Incomun, n° 1178,
7 agosto 1999 ]

Moacy Cirne (Brasil)