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9 de julho de 2007

Deformação



Ruínas de corpos esterilizados
Marcados por grades de desespero
Vigas sangrentas migram
Através da muralha de pedra


A trilha se desintegra
Se bifurca, se trifurca
Desabam-se as sombras cavernosas
Em gélidas formas mutiladas


Gritos de espadas despedaçadas
Flechas despencam num abismo de dor
Armadilhas travam as lágrimas
Dos peregrinos padecidos nos enigmas de sal


Pequenos corrompem gigantes
A lábia cruel destroça a taverna dos risos
A névoa dissipa a ilusão
A Torre Branca jaz imune sob um céu esfumaçado


Negritude de almas em decomposição
Narinas escaldantes carregam tesouros
Asas da morte lambuzam seu veneno
Nas cordas putrefatas do destino


Autora: Bruxinhachellot (Brasil)

htpp://labirintodosoledalua.blogspot.com

9 de maio de 2007

OLHOS FECHADOS



Sedosas ondas aneladas cobrem meu rosto
Fecho os olhos devagar e aprecio o contato
Minha mente vagueia por caminhos tranquilos
Uma brisa refrescante me carrega para outro mundo
À minha volta, a densa bruma parece me abraçar
Quase não sinto meus pés tocar o chão
Mantenho os olhos fechados, não quero acordar
Meus sentidos estão aguçados
Ao estender a mão consigo tocar o ar
Suavemente absorvo o perfume madrigal
Aprecio o sabor desconhecido da liberdade
O silêncio envolve-me. Sinto-me em paz
Ainda com os olhos cerrados vejo como é maravilhoso sonhar
E assim, despreendendo-me duma realidade sem sal
Entrego-me à doçura do sonho e dele me alimento
Um balançar suave acaricia minha face
Sem reservas me entrego a esse doce encantamento.

By Bruxinhachellot