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17 de janeiro de 2008

CHAMA DE MIM

Pesarosa a chama,

Como que chama por mim.

Bate pesada insana,

Num tormento sem fim.

Mescla de cor e odor,

Num rosa de amor carmim

Onde renascerá a doce dor,

Que pintarás por mim.

E eu, eu morta de mim,

Incrustada em silva paixão,

Brotarei dos espinhos, flores...

Dançando um refrão de...

Triste rainha...coroada de dores.

Dinah Raphaellus

15 de janeiro de 2008

AMAR...

Amar na poesia uma estrofe.

Um verso num poema,

em ti, espírito de mim,

amar a pena e com ela

escrever um livro

invocado ao meu dilema.

Dinah Raphaellus

19 de julho de 2007

PARI ESTA DOR


Pari esta dor este tormento

Dor do mundo, lamento de mim.

E foi durante a gravidez

Que eu senti,

O sonho de um incenso

Um amor grande, imenso

Um pedaco de ti!

De ti sim Angola chaga das chagas

Para a qual nao chegam só palavras

Para as feridas tratar

De ti sim terra bonita

Sentimento que grita

Na minha alma ao exalar.

Ao exalar o teu nome

Que num vazio odre

Choras a fome dos teus filhos

E deixas escapar pardos olhos

de cegos brilhos,

provocados pela fartura da fome.

Em suas ossadas imensas,

Casta dor condensas,

Numa novena vã de proteger tuas crias.

Pari, pari no cheiro da tua terra quente

Este sonho de ajuda ausente.

E é numa oracão que peço

Deixem-nas descansar.

Pobres almas condenadas,

Grandes conquistadores de martírios.

Deixai-as descansar

Num vale de lirios a tão procurada

Paz e liberdade deixai-as abraçar!!!



Dinah Raphaellus

22 de junho de 2007

PROCURA


Plantei nas margens

dos meus olhos

desejos de te ver.

Velejei na tua alma

com o intuito

de me encontrar,

encontro-te a ti.

Quanto a mim

continuo- me

a procurar.

by: dinah raphaellus (Portugal)

19 de junho de 2007

ONDINA DO MAR


Nasci da aurora madrugada
e do lusco-fusco do sol poente.
Saciei minha sede
no orvalho nebulado duma estrela,
Dormi na clareira do sonho dolente.
E vogando sigo esse rio prateado,
Onde me banho com a luz da lua.
Nas flores exóticas,
apanho essa verdade crua,
De ser ondina do mar,
No rio beijando uma falúa.



By Dinah Raphaellus (Portugal)

1 de junho de 2007

DIA MUNDIAL DA CRIANCA


Ah quem me dera,
Que todas as palavras
Dos meus poemas, fossem
Searas de trigo, arrozais,
campos de milho.
Ah quem me dera
Que todas as letras
Fossem leite, pão
Com os quais eu a fome
Vos pudesse matar
Ah quem me dera
Que a voz dos meus versos
Num grito da míseria
vos pudesse libertar.
Ah crianças de todo mundo
Que hipócrita tamanha eu sou
Nos versos d’um poema
Me defendo e pretendo
ter cumprido minha boa acção
não engano ninguém todos sabemos
de que voces precisam
e de leite e de pão
para apaziguar vossos ventres
cheios de fome, vossas almas
doridas p’la míseria engordada.
deveria haver uma lei
em que proibissem a fome, a guerra
e neste dia da criança,
aqui faço um apelo,
formar uma caridade,
para ajudar os pequenos
que não nos pedem brinquedos
mas sim algo que comer.
não nos pedem tenis da nike
ou jogos de computador,
apenas e tão somente,
qualquer coisa para esvaziar a fome
e acabar com tanta dor!!!!!

by Dinah Raphaellus (Portugal)

28 de maio de 2007

NOS


Esse suave ondular,
das ondas
Dos teus olhos, embalam-me,
a alma
E o andar de folhos
no nosso amar.
Preenchem minha calma,
Sugerem o mar,
onde sou ondina,menina
na areia
branca a brincar.
E tu castelo de espuma,
abres tuas portas
para meus sonhos guardar.
ao longe,
ouço o perfume do luar,
esconder-se
na bruma do teu,
do meu,
nosso amar.


Dinah Raphaellus (Portugal)

21 de maio de 2007

QUERO




Quero cantar
Os poemas do vento norte.
Bailar com as musas do poeta.
Quero, quero ser
Essa folha de rascunho
Que te dá alento.
Quero ser essa palavra forte.
Quero ser métrica certa
D’uma qualquer estrofe.
Quero ser bela prosa
D’um livro a nascer.
Página nunca morta,
Que nunca paras de ler.


By Dinah Raphaellus (Portugal)

26 de abril de 2007

NOITE


No escuro fundo da noite
vejo eu coisa tanta,
que vejo uma pêga num altar
preta, agoirentaque canta.
Canta ela tão macabra,
que seu canto enrregela,
qual porta assombrada
de tão feia torna-se bela.
O caminho que a cerca,
Ē sinistro, interessante.
Vejo ainda m’ui nebulosa
maquiavélica procissão.
Em vez de vela, rosa
segura uma moça na mão.
Dentro d’um cemitério
param e rezam por fim.
Acendem muitas velas
E choram contentes
Por mim!



By Dinah Raphaellus - Portugal